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Festival Varilux de Cinema Francês 2020 começa dia 19

Nas salas de cinemas de todo o país, Festival Varilux de Cinema Francês 2020 começa dia 19. Para quem ama cinema Francês, não pode perder.

Festival Varilux de Cinema Francês 2020 começa dia 19

Festival Varilux de Cinema Francês 2020 começa dia 19

Confirmado com sessões nas salas de cinema de todo o país, o Festival Varilux de Cinema Francês começa dia 19 de novembro e exibe 18 longas-metragens, sendo 17 inéditos e recentes (2019/2020) e o clássico “Acossado”, de Jean Luc-Godard – em homenagem aos 60 anos da Nouvelle Vague. Com uma edição atípica devido à pandemia, o evento estará nas redes exibidoras que seguem rígidos protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias a fim de oferecer segurança tanto ao público quanto aos profissionais envolvidos na sua realização.

As cidades confirmadas até o momento são Aracaju (SE), Araçatuba (SP), Balneário Camboriú (SC), Barueri (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Botucatu (SP), Brasília (DF), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Caxias do Sul (RS), Cotia (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Indaiatuba (SP), Jaboatão dos Guararapes (PE), João Pessoa (PB), Jundiaí (SP), Londrina (PR), Maceió (AL), Manaus (AM), Maringá (PR), Natal (RN), Niterói (RJ), Pelotas (RS), Petrópolis (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Salvador (BA), Santos (SP), São Luís (MA), São José dos Campos (SP), São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Teresina (PI), Vitória (ES) e, Vitória da Conquista (BA). Novas cidades e os cinemas podem ser conferidos em breve no site http://variluxcinefrances.com/2020

O Festival vai acontecer apenas nas redes exibidoras que estão seguindo todos os protocolos de segurança exigidos pelas autoridades e em cidades em que os espaços foram autorizados a reabrir. Assim o público terá certeza de poder frequentar os cinemas com segurança e reencontrar a cinematografia francesa da qual estava com saudade – comenta Christian Boudier, responsável pela direção e curadoria do festival.

No reencontro tão aguardado com a filmografia francesa nos cinemas, os espectadores poderão se deliciar com trabalhos de diretores, astros e estrelas consagrados e de expoentes da nova geração. Comédia dramática, comédia romântica, animação e documentário são alguns dos gêneros das produções participantes. Como atividade paralela gratuita, será oferecida uma mostra com oito filmes de cineastas integrantes da Nouvelle Vague e palestra on line com Jean-Michel Frodon, crítico e ex-diretor do Cahiers du Cinéma, sobre o movimento francês que teve início no fim da década de 1950.

Na programação do Festival Varilux com filmes inéditos estão diretores consagrados como François Ozon, presença recorrente, que apresenta “Verão de 85” (Eté 85), longa que integrou a seleção oficial do Festival de Cannes. Passaram por Cannes também as produções “DNA” (Adn), de Maïwenn, com Louis Garrel e Fanny Ardant; “Minhas férias com Patrick” (Antoinette Dans Les Cévennes), de Caroline Vignal; “Slalom” (Slalom), de Charlène Favier, e “Gagarine” (Gagarine), de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh.

A edição 2020 também traz filmes premiados. “Apagar o Histórico” (Effacer l’historique), de Benoît Delépine e Gustave Kervern, ganhou o Urso de Prata neste ano, no 70ª Festival de Berlim por “filme que abre novas perspectivas”. Já “Belle Epoque” (La Belle Époque), de Nicolas Bedos, foi detentor de três Césares em 2020: melhor roteiro original, atriz coadjuvante e direção de arte. E animação “A famosa invasão dos ursos na Sicília” (La fameuse invasion des ours en Sicile), longa do ilustrador e autor de histórias em quadrinhos Lorenzo Mattotti, inspirado no livro de Dino Buzatti. O filme ganhou o Prêmio da Fondation Gan pour le Cinéma.

Sucessos de bilheteria também foram selecionados.  O longa “Sou Francês e Preto” (Tout Simplement Noir), de Jean-Pascal Zadi e John Wax, somou mais de um milhão de espectadores na França após a reabertura dos cinemas. Outro que levou o público às salas foi “Minhas Férias com Patrick”, de Caroline Vignal, visto por mais de 500 mil pessoas desde seu lançamento, e “Meu Primo” (Mon Cousin), de Jan Kounen, por 300 mil.

Atores e atrizes conhecidos do público brasileiro também não podem faltar. Juliette Binoche volta ao Festival Varilux como protagonista de “A Boa Esposa”(La Bonne Épouse), de Martin Provost; e o ator Vincent Cassel estrela Mais que Especiais” (Hors Normes) de Eric Toledano e Olivier Nakache, diretores dos sucessos “Os Intocáveis” e “Samba” que já integram o Festival Varilux.  Daniel Auteuil, Fanny Ardant e Guillaume Canet estarão juntos em “Belle Epoque”, filme premiado com três Césares.

Roschdy Zem, outro nome que também já prestigiou o festival, estará em dois filmes: “Persona non grata” e “A Garota da Pulseira” (La fille au bracelet).  O ator Jérémie Renier, convidado de 2018, interpreta um professor de esqui em Slalom, produção que acaba de estrear na França. E vale ficar de olho em novos rostos como os de Félix Lefebvre e Benjamin Voisin, protagonistas de “Verão de 85”; e Melissa Guers, intérprete de Lisa no “A Garota da Pulseira”, de Stéphane Demoustier.

O evento é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinador principal a Essilor/Varilux, além do Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura; a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são a rede das Alianças Francesas em todo Brasil, a Embaixada da França no Brasil, as distribuidoras dos filmes – Bonfilm, Bretz/ MyMamma, California Filmes, Diamond Films, Vitrine Filmes e Zeta Filmes – e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial.

OS FILMES DESSA EDIÇÃO

“A Boa Esposa” (La Bonne Épouse), estrelada por Juliette Binoche e dirigida por Martin Provost (César de melhor filme e roteiro original por “Séraphine”/“Le Ventre de Juliette”) aborda a emancipação feminina. Binoche levou mais de 600 mil espectadores aos cinemas na França, após a reabertura das salas de cinema em junho. Sob direção de Gustave Kervern e Benoît Delépine, “Apagar Histórico” (Effacer l’historique) declara guerra aos gigantes da Internet. “Donas da Bola” (Une Belle Equipe), de Mohamed Hamidi, mostra como o cotidiano de uma pequena cidade pode ser transformado quando um técnico de futebol decide formar um time composto exclusivamente por mulheres. “Mais que Especiais” (Hors Normes), de Eric Toledano e Olivier Nakache, aborda o cotidiano dois homens que, há mais de 20 anos, trabalham em instituições dedicadas à formação de jovens autistas vindos de bairros problemáticos.

Politicamente incorreta e com ironias cortantes, a comédia “Sou Francês e Preto” (Tout Simplement Noir), dirigida por Jean-Pascal Zadi e John Wax, mistura engajamento político e humor sobre as múltiplas identidades étnicas da França. Dirigido por Jan Kounen, “Meu Primo” (Mon Cousin) acompanha uma viagem de negócios que deve colocar a paciência de um executivo, à frente de uma grande empresa familiar, à prova quando o mesmo precisa recolher a assinatura de seu primo para fechar um grande negócio. O longa “Minhas Férias com Patrick” (Antoinette Dans Les Cévennes), de Caroline Vignal, acompanha a saga de Antoinette, que decide seguir seu amante, que viaja em férias na companhia da esposa e filha.

 

Notre Dame” (Notre Dame), de Valérie Donzelli, satiriza o cotidiano da arquiteta e mãe solteira, Maud Crayon que, graças a um mal-entendido, conquista o grande concurso promovido pela prefeitura de Paris para reformar o pátio da catedral de Notre Dame. Comédia dramática, “Belle Epoque” (La Belle Époque), de Nicolas Bedos, proporciona ao público um mergulho na viagem de Victor (interpretado pelo carismático Daniel Auteuil), um sexagenário desiludido que vê sua vida ser transformada quando tem a oportunidade de reviver a semana mais marcante de sua vida.

 

Dirigido por Charlène Favier e com Jérémie Renier, Slalom” (Slalom) acompanha a história de uma promissora integrante da equipe de esqui de um colégio francês. Ela treina como uma estrela profissional do esporte mas, após acumular conquistas, a jovem começa a ficar abalada com a pressão e o domínio exercido por seu rigoroso treinador. “Verão de 85” (Eté 85), cuja direção é assinada por François Ozon, conta com Félix Lefebvre e Benjamin Voisin como protagonista e é baseado no livro do autor britânico Aidan Chambers, “Dance on My Grave”.  “DNA” (Adn), de Maïwenn, e com os atores Louis Garrel, Fanny Ardant e Marine Vacth nos papéis principais – ressalta conflitos familiares e de identidade. “Gagarine” (Gagarine), dirigido por Fanny Liatard e Jérémy Trouilh, traz resistência e engajamento social como temática e conta com as interpretações de Alséni Bathily, Lyna Khoudri e Jamil McCraven nos principais papéis.

 

O drama “A garota da pulseira” (La fille au bracelet), de Stéphane Demoustier, conta com Chiara Mastroianni (filha de Catherine Deneuve e do ator italiano Marcelo Mastroianni) e Roschdy Zem (ganhador em 2020 do Cesar de melhor ator com “Roubaix, Une Lumière”).  Eles são pais de Lisa (papel da estreante Melissa Guers), uma jovem de 18 anos acusada pelo assassinato de sua melhor amiga.  Roschdy Zem também está no triller “Persona Non Grata” (Persona Non Grata), que também dirige, e atua ao lado de Raphaël Personnaz e Nicolas Duvauchelle. Na trama, dois colegas de uma mesma empresa tomam uma decisão radical e decidem contratar um assassino profissional para eliminar o chefe.

 

O documentário que integra a seleção, “O Capital no Século XXI” (Le capital au xxie siècle), de Justin Pemberton, traz uma reflexão sobre as crescentes desigualdades da atualidade. Adaptado do livro homônimo do economista Thomas Piketty – uma das obras mais importantes dos últimos anos e que vendeu mais de três milhões de cópias em todo mundo – o filme propõe uma viagem através da história moderna de nossas sociedades e contrapõe a riqueza e o poder de um lado e, do outro, o progresso social e as desigualdades. Uma reflexão necessária para compreender o mundo de hoje.

O animado dessa edição é “A famosa invasão dos ursos na Sicília” (La fameuse invasion des ours en Sicile), longa do ilustrador e autor de histórias em quadrinhos Lorenzo Mattotti – baseado na novela de Dino Buzzati. A obra conta com as vozes de Jean-Claude Carrière, Leïla Bekhti e Thomas Bidegain.

 

O clássico desse ano é “Acossado” (A bout de souffle), filme de estreia de Jean-Luc Godard. A obra emblemática que completa 60 anos de seu lançamento e conta com Jean-Paul Belmondo e a atriz norte-americana Jean Seberg nos papéis principais. Na trama, o anti-herói Michel Poiccard (Belmondo), um jovem de 26 anos, rouba um carro, mata um policial e vai para Paris, onde conhece Patricia Franchin (Seberg), uma linda garota americana que vende jornais na Champs-Élysées. Poiccard tenta persuadi-la a fugir com ele para a Itália, sem lhe contar que é um foragido da justiça.

 

A MOSTRA PARALELA GRATUITA EM HOMENAGEM À NOUVELLE VAGUE

Em homenagem aos 60 anos da Nouvelle Vague, a Embaixada da França no Brasil e o Festival Varilux oferecem a mostra “60 anos da Nouvelle Vague” com a exibição gratuita de oito filmes de expoentes do movimento francês. Serão dois curtas de Jean-Luc Godard e Agnès Varda e seis longas-metragens de Louis Malle, Jean-Luc Godard, Jacques Rivette, Agnès Varda e Jacques Demy. Também será realizada uma conferência online com Jean-Michel Frodon, crítico de cinema e ex-diretor do ‘Cahiers du Cinéma’. A data e formato deverá ser conferida no site do festival.

OS CURTAS:

TODOS OS RAPAZES SE CHAMAM PATRICK/Tous les garçons s’appellent Patrick (1959 – 21 min)

De Jean-Luc Godard – Com Anne Collette, Nicole Berger e Jean-Claude Brialy.

As jovens Charlotte e Véronique, universitárias que dividem apartamento em Paris, conversam sobre o rapaz que cada uma conheceu depois de se desencontrarem em um parque. Elas não sabem que se trata do mesmo homem, Patrick.

OS PANTERAS NEGRAS/ Black Panthers (1968 – 28 min) – De Agnès Varda

Curta filmado durante o verão de 1968 em Oakland, Califórnia, durante as reuniões organizadas pelo Partido dos Panteras Negras para libertar Huey Newton, um de seus líderes, e transformar seu julgamento em um debate político.

OS LONGAS:

ASCENSOR PARA O CADAFALSO/Ascenseur pour l’échafaud (1958 – Suspense – 1h28)

De Louis Malle  – Com Jeanne Moreau, Maurice Ronet, Georges Poujouly.

Florence e seu amante Julien sonham em ficar juntos e, para isso, armam um plano para matar o marido dela. Julien assassina o homem, forjando um suicídio, e leva suas coisas para o carro. Logo ele percebe que esqueceu o roupão fora da janela e decide voltar para buscá-lo. Preso no elevador, ele lembra vários indícios que podem incriminá-lo.

 

ACOSSADO/A bout de souffle (1959 – Drama – 1h30)

De Jean-Luc Godard – Com Jean-Paul Belmondo, Jean Seberg e Daniel Boulanger.

Michel, um criminoso obcecado por Humphrey Bogart, rouba um carro, mata um policial e vai para Paris, onde conhece Patrícia, uma linda garota americana que vende jornais na Champs-Élysées. Michel tenta persuadi-la a fugir com ele para a Itália, sem lhe contar que é um foragido da justiça.

 

PARIS NOS PERTENCE/Paris nous appartient (1961 – Suspense – 2h15)

De Jacques Rivette  – Com Betty Schneider, Giani Esposito, Françoise Prévost.

Anne Goupil é estudante de literatura na Paris dos anos 50 e integra a um grupo de teatro. É levada por seu irmão mais velho, Pierre, para uma festa de amigos onde encontra com Philip, um americano expatriado fugindo do macartismo e, Gerard, acompanhado pela misteriosa Terry.

 

CLEO DAS 5 ÀS 7/Cléo de 5 À 7 (1962 – Drama – 1h30)

De Agnès Varda – Com Corinne Marchand, Antoine Bourseiller, Dominique Davray.

Cléo é uma cantora francesa que vive um momento de angústia, enquanto espera o resultado de um importante exame de saúde. Sem saber o que fazer, Cléo perambula pela cidade de Paris, até que conhece um soldado que está prestes a ir para a guerra na Argélia.

 

O DESPREZO/Le mépris (1963 – Drama – 1h45)

De Jean-Luc Godard. – Com Brigitte Bardot, Michel Piccoli, Fritz Lang.

Na Itália uma equipe grava sob direção de Fritz Lang um filme baseado na Odisseia, de Homero. Camille é casada com Paul, um escritor que foi contratado pelo produtor americano Jeremy para escrever o roteiro por 10 mil dólares. O desprezo de Camille começa quando ela passa a acreditar que o marido tentou vendê-la ao produtor. Uma série de mal-entendidos faz com que a relação do casal vá se fragmentando

OS GUARDA-CHUVAS DO AMOR/Les parapluies de Cherbourg  (1964 – Musical – 1h30)

De Jacques Demy – Com Catherine Deneuve, Nino Castelnuovo, Marc Michel.

Cherbourg, 1957. Guy Foucher é um jovem de 20 anos que foi criado pela madrinha e trabalha como mecânico de carros. Ele é apaixonado por Geneviève Emery, uma adolescente de 17 anos que ajuda sua mãe viúva numa loja de guarda-chuvas. Quando Guy é convocado para o serviço militar, Geneviève descobre estar grávida.


 

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Pamela Autoo

Pamela Auto, Formada em Administração, 27 anos, Influenciadora e Blogueira. Amante de Cultura Pop, mundo Geek, Moda e Beleza, cursou Fashion Blogging no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e é Colunista de Moda e Beleza na Revista Influence Magazine de São Paulo. Apresentou o 10º Prêmio da Música de Pernambuco, além de diversos outros projetos. CEO e Editora no http://letmebeweird.com/ - Instagram @pamelaauto

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