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Resumo do Quarto dia de SPFW N47

Resumo do Quarto dia de SPFW N47. Confira tudo o que rolou de melhor no Quarto dia de Desfiles da Semana mais Fashionista de São Paulo.

Resumo do Quarto dia de SPFW N47

Desfile Coleção Projeto Estufa / Aluf

Resumo do Quarto dia de SPFW N47 Resumo do Quarto dia de SPFW N47

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A Aluf, marca da jovem carioca Ana Luisa Fernandes, apresentou seu segundo desfile dentro do Projeto Estufa. Aos 23 anos, Ana já tem entre seus fãs fashionistas, buyers e influenciadores e suas peças já podem ser encontradas no Shop2gether, um dos melhores e-commerces de moda no Brasil. Ela tem uma visão muito clara do que quer ser como marca e trabalha nessa construção com foco e evoluindo a cada temporada.

Nesta coleção, chamada Reflexos do Inconsciente, Ana se inspira no Inconsciente Coletivo de Jung e “como nos tornamos um único organismo que quebra toda e qualquer distância entre nós”. Esse conceito é traduzido através de uma coleção ultra delicada em que se destacam as peças em organza, em construções transparentes de uma leveza etérea. O lindo tom de verde que pontua o desfile foi tirado de uma observação dos reflexos da água e do vidro e o reflexo da luz na água rendeu a primeira estampa da marca. Essa forma de criar transparências a partir de processos diferentes fez muito bem ao resultado final.

“Todos nós somos feitos de retalhos, pequenos pedaços de pessoas que passam por nós e que costuramos na alma”. Esse poema de Cris Zimmermann inspirou o processo criativo de Ana Luisa e é interessante notar como ela conseguiu traduzir essa ideia com uma coleção que passa intimidade, calma, poesia e uma beleza tranquila, que inspira e não impõe. (Camila Yahn)

Desfile Coleção  Projeto Estufa / Victor Hugo Mattos

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Victor Hugo Mattos é um natural born maximalista. Do tipo que a gente desconfia que não vai nem à padaria sem um bom acessório statement. Suas bijoux são um acontecimento, como o chapéu com cortininhas de miçangas, as cabeças com inspiração religiosa e a choker maxibúzios que ele mostrou nesta edição do Projeto Estufa.

A missão atual de Victor tem sido desenvolver nas roupas essa mesma potência, e o trabalho está em curso. Algumas peças são megatrabalhadas e funcionam mais como efeito de passarela e para editoriais, outras, como o vestido preto todo bordado, já entram em um registro mais real de uso.

A vibe dessa vez foi meio cavaleiros Bollywood do sertão, procissão do close, entre a balada e o ritual. Vale muito seguir o instagram de Victor (@victorhugomattoss) para ver as peças de perto. Cada imagem, um berro. (Vivian Whiteman)

Desfile Coleção  Cacete Company

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Este foi o segundo desfile da Cacete Company no SPFW após sua temporada no Projeto Estufa. A marca de Raphael Ribeiro e Tiago Carvalho mostra um equilíbrio cada vez melhor entre criatividade e produto, criando peças que dialogam com a informação de moda hoje e a geração hiperconectada.

A dupla tem como ponto de partida a obra Fogueira Tecno Neoxamanica, da artista carioca Marcela Cantuária. Uma das propostas da artista é trazer questionamentos baseados em hipóteses de futuro, como fez na exposição Castelos no Ar. “Como seria se acabassem as distinções de classe, se fossem criadas condições mais justas de trabalho, se não existisse mais sexismo, nem nenhuma das limitações da sociedade como conhecemos?”. Mas a obra em questão que inspirou este desfile, retrata uma espécie de seita em torno de uma fogueira de computadores – de certa forma, um futuro próximo.

Esse mesmo quadro rendeu uma das estampas mais legais vistas ao longo da semana (muito bem aplicadas em bolsas e camisetas) e também influenciou a cartela de cores da coleção. Raphael e Tiago são super talentosos, com um feeling danado para contemporaneidade, bom gosto e coragem – eles têm um produto viável comercialmente ao mesmo tempo em que provocam desconstruindo gêneros. Certamente uma marca para ficar de olho. (Camila Yahn)

Desfile Coleção  Neriage

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Rafaella Caniello é uma moça sonhadora. Tem uma imaginação que enxerga às vezes os corpos como eles podem ser nas dimensões dos sonhos, enormes, mutantes, minúsculos. Na estreia de sua marca Neriage no SPFW ela parece ter chegado mais perto do chão, dando uma chance à poesia que pode ser criada de olhos abertos.

Inspirada na dança e suas possibilidades de expressão, ela criou looks menos volumosos e mais descomplicados, sem perder o movimento e a graça. Na verdade, sua moda ganhou em sofisticação, sua imagem amadureceu. E, por que não dizer, também ficou mais próxima do dia-a-dia de suas clientes e fãs.

O corpo de baile da Neriage não é do tipo tutu e sapatilha. Está mais para os figurinos de Pina Bausch, a genial coreógrafa e bailarina alemã que tinha a capacidade notável de se conectar com a beleza da rotina, dos amores, dos sentimentos que nos rodeiam e que às vezes nos tomam nos momentos mais cotidianos.

Tudo na coleção de Rafaella fala de movimento, os plissados que aparecem até nos tênis, uma alça que atravessa ou balança, os tecidos que tremem, se mexem, às vezes ameaçam voar.

Uma estreia bonita, leve e solta, marcante na evolução de uma jovem estilista que ainda tem muitos saltos pela frente. (Vivian Whiteman)

Desfile Coleção Handred

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Com Virgínia Rodrigues cantando ao vivo, André Namitala faz seu desfile mais maduro e bonito. Sua inspiração foi a Bahia – a Bahia dos orixás, dos artistas, de São Jorge e Iemanjá, de raízes brasileiras e africanas, de rica cultura. “Me sinto mais criativo na Bahia”, diz André ao FFW. Essa não é a primeira vez que ele se inspira no estado nordestino – em 2017 ele fez uma coleção que tinha como referência as fotos do francês Pierre Verger sobre a Bahia.

Esta coleção chama-se Rio Vermelho e mostra uma grande evolução na trajetória de André. Primeiramente, ele só trabalha com tecidos naturais e o exercício desta vez foi pensar em como evoluir dentro dessa temática. A partir dessa necessidade, Namitala incorporou bordados, seda dublada, linho cortado a laser, marcou mais a cintura e experimentou com uma modelagem “cocoons de seda” pela primeira vez.

E como ele mesmo ressalta, não dá para falar de Bahia sem olhar para a África. Ele trouxe o trabalho do fotógrafo do Mali, Malick Sidibé, que capturava em preto e branco cenas de celebração, jovens dançando em suas roupas de festa, camisas listradas e ternos quadriculados. Daí veio a alfaiataria colorida e os listrados.

Há as roupas que mostram entidades do Candomblé, pinturas manuais de orixás ou corpos jogando capoeira, bordados da espada de São Jorge e Iemanjá. “Queria passar uma mensagem além da roupa”, diz. “Queria falar sobre respeito, fusão, mistura, algo que não tem acontecido nesse momento no Brasil”.

Linda a série dos vermelhos e terrosos que abre o desfile, os búzios como ornamentos, os homens de túnica e batom vermelho. Um desfile calmo, um amanhecer na Bahia, como ele diz. Tudo embalado pela voz que abraça, mas também chora dor e amor, de Virgínia Rodrigues. Caetano já disse que Virgínia é um ponto de luz, “uma aparição surpreendente de beleza pura do seio da cultura do povo do recôncavo da Bahia”. O caminhar dos modelos não teve outra opção a não ser entrar no ritmo de sua voz.

Esta é a terceira coleção da Handred no SPFW e, desde então, a marca já abriu dois pontos de venda, um no Rio e outro em São Paulo, e tem sido prestigiado por artistas como Criolo, Chay Suede e Lulu Santos, todos na primeira fila do desfile. Com um trabalho coerente em termos de estética, produção e negócios, André sabe que um trabalho consistente vale muito mais que flashes de sucesso. E assim ele segue. (Camila Yahn)

Desfile Coleção  Triya

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A Triya apresentou algumas novidades importantes nesta temporada. Pela primeira vez mostrou sua linha masculina e dedicou uma porção bem maior da coleção às roupas, além de seu já conhecido beachwear.

A inspiração era a iconografia dos incas, um registro visual que serviu de fio condutor para o storytelling básico da marca, que de alguma maneira está sempre falando de energia, good vibes etc

O mix de tecidos tecnológicos e técnicas artesanais como o macramê deu o tom da apresentação, super colorida, da estamparia baseada nos objetos incas e no Vale Sagrado ao tie dye. Para as mais bruxonas, biquínis espaciais com alças e laterais de cristais, imitando cordões de estrelas.

Outro destaque foi a estamparia localizada, que permite posicionar os padrões levando em conta as formas do corpo e gerando um efeito “sculpt”. As gatas místicas vão gostar dos vestidos amplos e das cores super energizantes da cartela da grife.


XOXO

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Pamela Autoo

Pamela Auto, Formada em Administração, 24 anos e Blogueira de Recife - PE. Acredito na liberdade de expressão e que podemos ser quem quisermos. Então sejamos nós mesmos, sem medo de ser estranho/weird! http://letmebeweird.com/

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