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Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Resumo do Quinto dia de SPFW N46. Confira quais foram os pontos altos do quinto dia de SPFW N46 com vários desfiles e novidades.

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Desfile Victor Hugo Mattos (Projeto Estufa)

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Victor Hugo Mattos – Projeto Estufa
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Victor Hugo Mattos – Projeto Estufa
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Victor Hugo Mattos – Projeto Estufa
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Victor Hugo Mattos – Projeto Estufa
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Com formação em teatro, não em moda, Victor Hugo Mattos tem sua marca há cinco anos, mas essa é a primeira vez que faz uma coleção completa que não seja sob encomenda. O ponto de partida do estilista foi a ideia do mistério, conceito que ele desenvolveu primeiro nos acessórios para depois confeccionar as roupas. Ambos mostram um trabalho artesanal de bordados de conchas e pedrarias primoroso e extravagante na medida, com um glamour que faz alusão aos ornamentos sacro, sem identificar exatamente uma religião.

O mix do streetwear e da moda casual com elementos da alta moda e até da alta-costura, como os bordados minuciosos e maximalistas feitos à mão nem sempre é feliz: a mistura pode soar forçada. Mas este não é o caso da coleção de Victor, talvez porque a maneira dele interpretar esse luxo handmade seja menos pomposa, e traga uma certa ironia, dessas de quem não se leva tão a sério. Assim, borda conchas na altura dos seios das modelos, mas emenda com um bordado central num corset que mistura bege, dourado, prata, numa harmonia chique. O útero em vermelho no look de calça e blusa longa inteiros bordados de cristais pretos também é na medida. Ainda, o trabalho com faixas que cruzam o corpo e dialogam com laços ao longo da coleção e os moletons bordados merecem destaque. (CAROLINA VASONE)

Desfile Mipinta (Projeto Estufa)

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Mipinta – SPFW N46
out/2018
foto: Carolina Vianna / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Mipinta – Projeto Estufa
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Mipinta – Projeto Estufa
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Mipinta – Projeto Estufa
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Mipinta – Projeto Estufa
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

A marca masculina Mipinta tem exatamente um mês e meio de existência. “Ela nasceu especialmente para o projeto Estufa. O convite surgiu a partir do meu desfile de formatura”, conta Fernando Miró, que acaba de concluir o curso de estilismo e criação de moda na La Cambre, respeitada escola de arquitetura e artes visuais da Bélgica. A coleção de graduação rendeu também um convite para estagiar na Louis Vuitton masculina com o diretor criativo da marca, Virgil Abloh. É na maison francesa, em Paris, portanto, que Fernando trabalha desde setembro, e onde vai continuar seu exercício de criação de moda apresentado neste SPFW.

Para sua estreia no Estufa, o mineiro de 23 anos fez um desdobramento da sua aplaudida coleção de formatura da La Cambre. O ponto de partida foi uma reportagem que ele leu sobre uma faceta feminina do pai da aviação, Santos Dumont. Isso o inspirou a pensar no que as pessoas escondem dos outros e delas mesmas, o que o levou a fazer construções e colocar para fora partes escondidas da roupa, como o forro amarelo do blazer xadrez cinza, que floresceu em babados cheios de volume e acabamento de zíper esportivo, como se fosse a faceta exuberante e oposta da alfaiataria. Essa peça diz muito sobre toda a coleção e também sobre o conceito da Mipinta. O zíper esportivo, o volume e o material, náilon, da parte “escondida” do blazer remetem ao principal estudo do estilista para a coleção, que é o paraquedismo. “A La Cambre acredita que tudo pode virar roupa. Fui então estudar a estrutura do paraquedas para conhecer toda a sua estrutura e reinterpretá-la nos códigos do vestuário, em camisas, calças jaquetas”, conta o designer. “O paraquedas também faz uma alusão à liberdade da nossa parte oculta.”

Com uma cartela de cores viva, com laranjas, amarelos, mix de preto, branco e vermelho, e shapes oversized, volumosos e desafiadores, a moda da Mipinta quer trazer propostas masculinas não convencionais, mas com um objetivo muito claro em mente. “Quero criar uma moda extravagante para o homem, libertá-lo do seu guarda-roupa convencional sem usar, porém, os códigos femininos para isso.” Um desejo que passa pela necessidade de quebrar padrões e preconceitos estabelecidos e reforçados atualmente em sociedades como a nossa. “Vestir-se já é uma manifestação política. Quando proponho um homem extravagante, ele já foge do conservadorismo, que na minha opinião é o principal problema do Brasil hoje.” (CAROLINA VASONE)

Desfile Two Denim

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Two Denim
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Two Denim
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Two Denim
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Two Denim
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

O jeans é a alma da Two Denim e é nessa seara que a marca se destaca nesta coleção que criou para o inverno 2019, em especial quando o look é total jeans ou total sarja, com shapes e referências diferentes e um perfume industrial que permeia o desfile, em especial no styling (brincos de lâmpadas que acendem, por Felipe Veloso) e na beleza (iluminador vermelho metalizado, por Max Weber).

As composições monocromáticas trazem camisa, saia longa e jaqueta amarrada na cintura, tudo em sarja laranja, um dos bons exemplos de look total jeans/sarja. Na série tie-dye os três looks são muito espertos: jaqueta bomber com calça ajustada, camisa com calça ampla de cintura alta e combinação de blazer e calça com sobreposição de shorts.

A calça clochard de cintura alta aparece em duas lavagens, no índigo e no branco destroyed. Entre as peças únicas, o vestido longo de jeans índigo é cool e prático.

Além do jeans, a peça investiu também em moletons, numa série de conjuntos metalizados com tecido que mescla jeans e lurex, tricôs e veludos. (CAROLINA VASONE)

Desfile Cotton Project

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Cotton Project – SPFW N46
out/2018
foto: Sergio Caddah / FOTOSITE

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Cotton Project
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Cotton Project
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Cotton Project
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Cotton Project
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Foi a partir do documentário Hypernormalisation, de Adam Curtis, que Rafael Varandas começou a pensar em sua nova coleção para a Cotton Project. O filme, obrigatório, mostra como governos e instituições financeiras vêm construindo, desde os anos 70, um mundo muito mais simples, só que fake, conduzido por corporações e mantido estável pelos políticos.

O conceito de hiper-realidade, um dos pilares do trabalho intelectual portrás dessa coleção, nasceu na União Soviética quando, mesmo em decadência econômica nos anos 80, ainda fazia propaganda positiva sobre o sistema, confundindo os cidadãos. A propaganda política de Trump e o momento atual do Brasil não são mera coincidência.

Mas imagina criar uma coleção só baseada nessas referências? Certamente deixaria o consumidor deprimido. A Cotton então foi em busca de um significado maior para o verão e foi dar na Riviera Francesa nos anos 60, com seus códigos aspiracionais e hedonistas.

Misturando essas duas referências, a marca constrói uma coleção calma, cool e desejável. Mas nem tudo é o que parece. Um olhar mais atento percebe que as ilustrações dos primeiros looks femininos não são tão doces quanto parecem. Não à toa, o desfile é chamado de “A sunny place for shady people”.

Entre as novidades da temporada, está o lançamento de uma coleção feminina, que também tem o sportswear em seu DNA – as mulheres hoje, representam 30% dos clientes da marca.

A Cotton tem um jeito muito peculiar de trabalhar. Sua coleção de passarela é praticamente a mesma da loja e tem bastante apelo comercial, porém, não nos traz aquela sensação de déjà vu ou de vitrine de loja. Seus desfiles são sempre apresentações agradáveis, um convite a entrar no universo da marca. E essa conquista vem do fato de que a CP não nasceu na moda, ela vem do mundo do surf e streetwear e trabalha rodeada por seus amigos e pessoas com quem compartilham os mesmos valores.

Desfile Apartamento 03

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Apartamento 03 – SPFW N46
out/2018
foto: Sergio Caddah / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Apartamento 03
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Apartamento 03
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Apartamento 03
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Apartamento 03
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Apartamento 03
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Quando entrei no camarim da Apartamento 03, meus olhos se arregalaram: quanta cor! Uma informação nova, algo que não estamos acostumados a ver em uma coleção da marca. Luiz Cláudio contou que iniciou esse trabalho a partir de um feed back da coleção passada, que mostrava que suas clientes queriam roupas mais coloridas.

Ele, que sempre usa muito preto ou tons mais calmos e sóbrios, precisou sair da zona de conforto. E tem momento mais propício do que o atual para isso? Um momento em que simplesmente não há zonas de conforto. “Ver a situação do país, esses dois pontos opostos… E a gente voltando a discutir coisas que eu nunca imaginei que tivéssemos que voltar a discutir. E isso começa a nos afetar”. Pausa. Ele se lembra de um colega que passou por uma situação de violência na rua, sua voz treme e seus olhos enchem de água. Estamos todos à flor da pele.

Ele então resolveu abraçar a cor, que vai adentrando sutilmente a coleção. Primeiramente o branco no preto, como rachaduras, ou como ele diz, feridas abertas, abrindo cada vez mais espaço para cores, em degradês estonteantes até explodir em cor total e pura, em mulheres flor.

A estampa que aparece nas peças teladas está há tempos no ateliê,  guardada pelo medo de ser berrante demais, apenas esperando pelo momento certo de desabrochar. “Eu não sou a pessoa mais indicada para fazer cor”, ele me diz.

Lindo ver um estilista que hoje é um dos mais respeitados da semana de moda transitar fora de seu mundo particular, continuar em seu aprendizado, em sua busca e, eventualmente, como é o caso aqui, se suceder. Eu acredito que Luiz Cláudio pode fazer o que quiser porque ele não tem como escapar da beleza e da elegância; não dessa elegância pejorativa, mas do gesto, do ser. Corre no seu sangue. (Camila Yahn)

Desfile Handred

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Handred – SPFW N46
out/2018
foto: Sergio Caddah / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Handred
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Handred
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Handred
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

Resumo do Quinto dia de SPFW N46

Handred
SPFW N46
out/2018
foto: Ze Takahashi / FOTOSITE

 

A coleção falava sobre passado e sobre presente. A estética barroca mineira de Ouro Preto interpretada de maneira modernista: uma roupagem atual que homenageia, ao mesmo tempo em que transforma o que era antigo em novo. A ideia de André Namitala, diretor criativo da Handred, parece ser usar o passado não para andar para trás, mas para frente. E as roupas dele mostram isso claramente. A trilha sonora, com “Construção” e “Apesar de Você”, de Chico Buarque, músicas protesto feitas durante e contra a ditadura militar brasileira, paralelamente, parece avisar do perigo que o retrocesso do olhar representa, ao mesmo tempo em que sugere a discusão de como diferenciar o que é tradicional do que é obsoleto, e portanto merece não um revival, mas ser descartado, como atualizar questões antigas porém atemporais e essenciais.

Sem gênero e mais próxima do guarda-roupa masculino do que feminino – pense em conjuntos amplos tipo pijamas típicos de homens com camisas e calças ou shorts, camisaria, citações a fraques, blazers e alfaiataria em geral -, a coleção faz referência à tradição religiosa barroca mineira, com túnicas e peças alongadas que lembram batinas, tons claros em tecidos naturais que dão a sensação de frescor com apuro técnico rigoroso. Os recursos como o de pregas batidas, lembrando plissados (de roupas do começo do século 20, segundo André) deixam a roupa mais instigante e rica visualmente. A sensação de dualidade – entre o antigo e o novo, entre o conforto do tecido e o corte preciso da modelagem – aparece em camisas que se dividem em duas, com uma estampa de um lado e outra, do outro. (CAROLINA VASONE)


Qual foi o seu desfile favorito?

XOXO

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Pamela Autoo

Pamela Auto, Formada em Administração, 24 anos e Blogueira de Recife - PE. Acredito na liberdade de expressão e que podemos ser quem quisermos. Então sejamos nós mesmos, sem medo de ser estranho/weird! https://letmebeweird.com/

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