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Resumo do Segundo dia de SPFW N47

Resumo do Segundo dia de SPFW N47. Confira o melhor os desfiles que rolaram no segundo dia da semana de moda mais badalada do Brasil.

Resumo do Segundo dia de SPFW N47

Desfile da Coleção Lenny Niemeyer

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Resumo do Segundo dia de SPFW N47 Resumo do Segundo dia de SPFW N47

Na imaginação de Lenny Niemeyer existe um lugar selvagem onde só se chega seguindo mapas misteriosos e exclusivos.

Esse universo é povoado por mulheres que por vezes se confundem com a paisagem, um pouco gente, um pouco pedra, pássaro, poeira cósmica.

Embora as modelagens falem de água – um beachwear como sempre sofisticado, para ondas e dunas selecionadas -, as texturas, estampas e cores sugerem um cenário árido, de areia recortada por metal líquido e placas de pedra.

Os tecidos levíssimos, em cores como azul e amarelo esverdeado, ou estampados como cristais de rocha de tons terrosos, sugerem vento e têm um belo movimento. Aparecem em saias longas e volumosas, túnicas e capas.

A ideia de voo continua nas penas costuradas uma a uma, que compõem por exemplo um maiô.

Mas as peças mais interessantes são as de tons crus, feitas com tecido de fios arranjados rusticamente ou as recortadas por veios dourados. Em meio a esse cenário, algumas plantas raras aparecem pontuando a coleção.

Uma elegância singular e desértica como deseja o mundo particular da designer. (Vivian Whiteman)

 

Desfile Coleção Patrícia Viera

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“Cada pessoa é um mundo”. Essa frase de Clarice Lispector foi um dos pontos de partida da coleção da estilista carioca Patrícia Viera. O trabalho da artista americana Susan Wick e a arte naïf de Heitor dos Prazeres também ficam bem nítidos nas cores e desenhos lindamente manuseados, selados ou bordados, couro sobre couro.

Patrícia aproveitou para rever o montante de pedaços e retalhos de couro que descansavam em sua fábrica e dar a eles uma nova vida. Desse pensamento, surgiram momentos bem expressivos do que o trabalho manual e a tecnologia podem fazer juntos. Cada peça tem um modo de fazer, seja as pequenas flores feitas de couro aplicadas uma a uma nas peças também de couro, seja nos recortes coloridos que também reaproveita o material. Os vestidos do final –Andrea Dellal fechou o desfile em um deles – com mosaicos construídos por Natalia Reyes e John de Souza com pedaços de couro traduzem muito bem o universo da marca.

Nós já conhecemos o trabalho de Patrícia e sua incrível habilidade com o couro, que nunca deixa de impressionar. Porém, por mais concisa e rigorosa que seja com seu ofício, ela ainda caminha em uma zona de conforto. Talvez fosse o momento de vermos um encontro do couro com outros materiais ou até mesmo o trabalho no couro tomando novas formas e proporções além dos vestidos. A jaqueta com perfume esportivo do look 14 é um ótimo exemplo – Patrícia sempre fez ótimas jaquetas. Ela compõe tão bem com o vestido na mesma estampa quanto com uma combinação mais urbana. Seria interessante ver seu olhar apurado voltado para um vestir mais contemporâneo. (Camila Yahn)

 

Desfile Coleção Fabiana Milazzo

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Entre a imagem e a técnica de Vik Muniz, a estilista Fabiana Milazzo escolheu as duas. Inspirada em obras e séries do artista plástico, ela pensou em soluções possíveis não só para transportar o trabalho para as roupas mas também em formas de manter um pouco de suas intenções artísticas originais_ uma proposta bastante ambiciosa.

Um exemplo: para o vestido inspirado na série Handmade, em que Vik misturava papel rasgado com fotos de papel rasgado, ela reeditou o processo. Fez franjas de vidrilhos que reproduziam as obras do artista. Depois fotografou, estampou o tecido, bordando novamente por cima da imagem. No museu, a diversão era tentar descobrir o que era o material em si e o que era sua imagem. A designer quis replicar esse mesmo jogo.

Nas peças inspiradas em Lixo Extraordinário, que deu origem ao documentário homônimo, ela trabalhou técnicas de upcycling, divulgando seu projeto Renovarte, que lida com reaproveitamento de resíduos têxteis. Embora em linguagens diferentes, o tema permite esse ponto de ligação, abre uma possibilidade de conversa.

Interessante pensar nos novos desejos de Fabiana, que certamente não deixam na mão suas clientes mais interessadas em festa e brilho, mas a levam para um outro lugar. Inclusive, a colocam na posição de alguém interessada em educar, em ampliar horizontes, em apresentar ideias que talvez ainda não estejam na pauta de parte de suas consumidoras.

Esse movimento parece ter tocado o processo criativo de Fabiana de outras maneiras, o que aparece na coleção em peças mais contidas, quase minimalistas. Um macacão ocre reto e sequinho, com mangas amplas. Uma camisa off-white com bordados delicados.

É claro que os destaques são as super cores, é claro que os paetês continuam dando o tom. Afinal, são eles os hits dos figurinos de artistas como Iza, Sharon Stone e Claudia Raia, entre muitas outras. Mas, ao mesmo tempo, o desfile contempla outras clientes mais discretas, fãs da linha mais casual de Fabiana ou interessadas em uma dose de conceito fashionista. Na trilha, Tom Zé. Enquanto passava a fila final, rolou Tô, aquela música que diz “eu tô te explicando pra te confundir, eu tô te confundindo pra te esclarecer”. No fim das contas, é assim mesmo que a moda toca. (Vivian Whiteman)

Desfile Coleção Lilly Sarti

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Grávida de sete meses, Lilly Sarti apresentou seu desfile para o Verão 2020.

Vestidos leves em tecidos naturais deram o tom de uma coleção que foi um descanso para os olhos. É como se a mulher da Lilly tivesse saído de férias. Nada coincidência que o nome da coleção é Mosaico Étnico e fala de travessias, viagens e deslocamentos, idas e vindas e outros modelos de vida.

Certamente as mudanças físicas e espirituais causadas por esse seu momento singular trouxeram novos pensamentos e questionamentos em relação ao ato de se vestir, a relação da mulher com seu corpo e sua intimidade; uma transformação que faz um percurso de dentro para fora e traz do lado de lá somente o que faz sentido, livre de ruídos.

Lilly trabalha com shapes confortáveis, vestes que “velam o corpo”- para usar um termo dela – usados com flats de camurça. Uma mulher mais livre, mais solta, mais consciente. Esse desfile abre uma nova janela para o universo de Lilly Sarti. (Camila Yahn)

 

Desfile Coleção Bobstore

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A Bobstore revisitou seu acervo e seus pilares de estilo nessa temporada. Criada em 1996, no bairro de Moema, em São Paulo, a marca conquistou espaço de mercado focando e três grandes grupos de estilos\produtos: jeanswear casual, alfaiataria e looks boho-chic.

De olho nesse fundamento e nas coleções passadas da marca, o estilista André Boffano, que agora assina sozinho o estilo da Bobstore, apresentou sua releitura do perfil estético da empresa, que tem mais de 60 lojas e franquias espalhadas pelo país.

André olhou para as roupas de ski da década de 80, dando atenção aos recortes dos looks e à paleta que mistura neutros e tons cítricos. A partir da geometria dos recortes, criou jaquetas volumosas adequadas a temperaturas amenas, saias e vestido_ um casual com informação de moda que tem a cara da marca.

A ideia de colagem avança para a série de alfaiataria. Os terninhos com saia ganham ornamentos e construção com tiras soltas, que se movimentam. Esse movimento passa à série de vestidos e peças com franjas, em cores como azul, bege e lilás, representando a porção boho da apresentação.

Com todos esses elementos, André, que já tem alguns anos de estrada com sua marca Modem, acrescenta um item ao repertório Bobstore: um certo minimalismo trendy que organiza sua visão sobre o passado e o presente da empresa. (Vivian Whiteman)


XOXO

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Pamela Autoo

Pamela Auto, Formada em Administração, 24 anos e Blogueira de Recife - PE. Acredito na liberdade de expressão e que podemos ser quem quisermos. Então sejamos nós mesmos, sem medo de ser estranho/weird! http://letmebeweird.com/

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